Tecnología

António Mendonça: “Custos de não decisão ou de decisão errada sobre o aeroporto são imensos”

O bastonário sublinhou ainda a disponibilidade da Ordem dos Economistas em integrar o processo de discussão sobre o novo aeroporto e chamou a atenção para a importância de mobilizar também o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) bem como instituições universitárias de forma a que sejam produzidas propostas “fundamentadas e com conhecimento”

A presidente do LNEC, Laura Caldeira, já se mostrou também disponível para participar na Avaliação Ambiental Estratégica (AAE). A responsáve l foi ouvida ontem no Parlamento, no âmbito do mesmo requerimento do PCP, e defendeu que Alcochete é a solução que “tem futuro a longo prazo”

Rute Simão é jornalista do Dinheiro Vivo

O bastonário da Ordem dos Economistas acredita que o impasse na construção de um novo aeroporto na grande Lisboa representa uma fatura pesada para o país. António Mendonça reiterou no Parlamento esta quarta-feira, 22, que o “tempo de indecisão” sobre a matéria se assume como “um desperdício nacional” com “centenas de milhões de euros” que foram já investidos em estudos de projetos que nunca avançaram

Relacionados sociedade.  Aeroportos. MAI informa que tempos de espera estão “normalizados”

tsf.  Filas do aeroporto? “Não atribuam responsabilidades ao SEF. São todas da ANA e do Governo.”

lisboa.  E se Lisboa tivesse um corredor verde entre o aeroporto e o Tejo? Ideia venceu concurso

“São 50 anos de uma não tomada de decisão. São custos incríveis, os impactos são muito grandes. Os custos de uma decisão errada também são imensos”, disse na audição na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, a propósito do concurso público para a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) sobre a localização do novo Aeroporto Internacional de Lisboa, a requerimento do PCP

O bastonário defendeu que é necessário que seja realizada uma análise de viabilidade económica numa perspetiva a longo prazo, relativamente ao novo aeroporto, e que a decisão sobre a nova localização não pode ser tomada com base na urgência da resolução de problemas imediatos

Fechar Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão.

Subscrever “[O aeroporto] tem de ser um hub e uma plataforma multimodal, articulado com outros transportes, gerando dinâmicas de interação e projeção do país. Que se insira dentro de uma estratégica mais ampla de recuperação do crescimento económico e não apenas como resposta a um problema conjuntural”, justificou.

Para António Mendonça, é ainda imperativo que a futura infraestrutura se articule com outros transportes. “Não podemos cair na tentação de isolar a discussão do aeroporto e articulação com outros modos de transporte, nomeadamente o ferroviário”, acrescentou

Neste sentido, o antigo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações aponta o campo de tiro de Alcochete como a melhor escolha para a infraestrutura. “O cenário de Alcochete é o que parece mais de acordo com esta visão de natureza estratégica. A solução Portela+1 é limitada em termos de resposta para o problema, não é uma solução de longo prazo. É importante tomar uma decisão fundamentada e não tomar uma decisão com base em interesses políticos e imediatos”, alertou.

O bastonário sublinhou ainda a disponibilidade da Ordem dos Economistas em integrar o processo de discussão sobre o novo aeroporto e chamou a atenção para a importância de mobilizar também o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) bem como instituições universitárias de forma a que sejam produzidas propostas “fundamentadas e com conhecimento”

A presidente do LNEC, Laura Caldeira, já se mostrou também disponível para participar na Avaliação Ambiental Estratégica (AAE). A responsáve l foi ouvida ontem no Parlamento, no âmbito do mesmo requerimento do PCP, e defendeu que Alcochete é a solução que “tem futuro a longo prazo”

Rute Simão é jornalista do Dinheiro Vivo