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Estagnação econômica da Argentina começou com Cristina e completa oito anos

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Nos últimos 19 anos, a Argentina teve momentos de forte crescimento econômico , em sintonia com outros países da região e com uma onda global favorável aos emergentes, mas desde o segundo mandato de Cristina Kirchner a situação entrou em deterioração . Em 2011, quando Cristina foi reeleita, a economia cresceu 6%. No ano seguinte, o PIB caiu 1%, e desde então a Argentina nunca mais alcançou uma taxa de crescimento de 3%.

Pedro Loyo

Da moratória ao fmi 19 anos de turbulência econômica na Argentina Variação do PIB Em % 10,1 12 9,0 8,9 8,9 8,8 8,0 6,0 8 4,0 2,7 2,7 2,4 4 0 -1,0 -1,2 -2,0 -2,5 -2,5 -4 -4,4 -5,9 -8 -10,9 -12 2001 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 2019* Fim da paridade entre peso e dólar, 2001 Cristina é reeleita um ano depois 2011 moratória da dívida e renúncia De la Rúa da morte do marido Eleito em dezembro, Macri põe fim 2015 Após dois presidentes interinos, 2003 a controle do câmbio e subsídios a Néstor Kirchner é eleito em maio serviços públicos, promovendo um tarifaço de 800% Kirchner renegocia 75% da dívida 2005 Macri negocia a dívida com os 2016 Cristina Kirchner é eleita 2007 “fundos abutres” Cristina entra em choque com 2008 Macri firma acordo com FMI e 2018 ruralistas por impostos sobre recebe empréstimo de US$ 57 bilhões exportações Cristina renegocia quase toda a 2010 dívida restante, sobrando os “fundos abutres” Fontes: FMI, Universidade Católica da Argentina e Bloomberg *Estimativa Da moratória ao fmi 19 anos de turbulência econômica na Argentina Variação do PIB Em % 12 8 4 0 -1,2 -4 -4,4 -8 -12 2001 2019* Fim da paridade entre peso e dólar, 2001 moratória da dívida e renúncia De la Rúa Após dois presidentes interinos, 2003 Néstor Kirchner é eleito em maio Kirchner renegocia 75% da dívida 2005 Cristina Kirchner é eleita 2007 Cristina entra em choque com 2008 ruralistas por impostos sobre exportações Cristina renegocia quase toda a 2010 dívida restante, sobrando os “fundos abutres” Cristina é reeleita um ano depois 2011 da morte do marido Eleito em dezembro, Macri põe fim 2015 a controle do câmbio e subsídios a serviços públicos, promovendo um tarifaço de 800% Macri negocia a dívida com os 2016 “fundos abutres” Macri firma acordo com FMI e 2018 recebe empréstimo de US$ 57 bilhões Fontes: FMI, Universidade Católica da Argentina e Bloomberg *Estimativa

 

Após o calote da dívida, em 2001, e o fim da paridade entre o dólar e o peso, no início de 2002, a economia entrou em recuperação, conseguindo em cinco anos reduzir pela metade a taxa de pobreza, que chegou a 55% em 2002. Néstor Kirchner (2003-2007) implementou um agressivo programa de projetos sociais que foi possível graças à bonança para países exportadores de produtos primários

O modelo, no entanto, levou a um progressivo aumento do déficit fiscal. Parte dele se deveu aos subsídios aos serviços públicos, pelos quais durante anos os argentinos pagaram as tarifas mais baixas da região

Quando Mauricio Macri assumiu, em dezembro de 2015, recebeu um país em situação fiscal delicada, isolado dos mercados e ainda em conflito com credores externos em tribunais internacionais. O mercado cambial estava sob controle estatal, as estatísticas públicas sob suspeita de manipulação, e inflação, pobreza e desemprego mostravam tendência crescente

indicadores ARGENTINOS Inflação, em % Pobreza, em % Números oficiais foram postos em questão e não foram divulgados por dois anos População cuja renda não cobre a Cesta Básica Total, que inclui bens não alimentícios   33,6 50 31,8 35 Sem dados oficiais de 2015 e 2016 30 40 25 30 20 30,5 15 20 10 10 5 -1,5 0 0 2001 2019* 2010 2018 Desemprego, em % Dólar, média do ano Disparada da moeda americana alimenta inflação Desocupação voltou a subir com queda do PIB desde 2018 50 25 42,08 20 40 19,2 15 30 9,9 10 20 5 10 1 0 0 2001 2019* 2001 2019 Fontes: FMI, Universidade Católica da Argentina e Bloomberg *Estimativa indicadores ARGENTINOS Inflação, em % Números oficiais foram postos em questão e não foram divulgados por dois anos 50 Sem dados oficiais de 2015 e 2016 40 30 30,5 20 10 -1,5 0 2001 2019* Desemprego, em % Desocupação voltou a subir com queda do PIB desde 2018 25 20 19,2 15 9,9 10 5 0 2001 2019* Pobreza, em % População cuja renda não cobre a Cesta Básica Total, que inclui bens não alimentícios   33,6 31,8 35 30 25 20 15 10 5 0 2010 2018 Dólar, média do ano Disparada da moeda americana alimenta inflação 50 42,08 40 30 20 10 1 0 2001 2019 Fontes: FMI, Universidade Católica da Argentina e Bloomberg *Estimativa

 

O presidente disse que recebeu uma herança pesada e que seria necessário um ajuste antipático, com um esforço de toda a população, para normalizar a economia. O fim dos subsídios aos serviços levou a um tarifaço de até 800%, o câmbio foi liberado, a renegociação da dívida foi concluída e a Argentina voltou aos mercados externos. Dois anos depois, os resultados não foram os esperados, e foi preciso pedir um socorro de US$ 57 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI), maior crédito já concedido pelo organismo

PUBLICIDADE As sucessivas desvalorizações do peso elevaram a inflação, a pobreza aumentou, voltando a superar 30%, e os mercados perderam a confiança no presidente. Macri não conseguiu provocar a enxurrada de investimentos que prometeu, a economia está em queda desde o ano passado. E a incerteza provocada pelo passado intervencionista de Cristina aumenta a turbulência