O Brasileiro teve um campeão indiscutível, o Palmeiras. Já a seleção do campeonato, escolhida por técnicos e jornalistas, e apresentada em cerimônia na noite de segunda-feira, na sede da CBF, não chega a ser unanimidade. No entanto, mesmo com atletas de apenas quatro times, sendo sete palmeirenses, a equipe ideal serve como base para uma análise do futebol brasileiro jogado nesta temporada e inserido no mercado global.

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Uma delas é a presença do centroavante de mobilidade e goleador, um camisa 9 representado pela figura de Gabriel Jesus, também eleito o craque do torneio.

– A ausência do centroavante mais típico, com porte físico e estilo de camisa 9 clássico, não significa que este tipo de jogador não exista mais no Campeonato Brasileiro.

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Tanto que, dos três primeiros colocados, dois deles têm esse perfil (Ricardo Oliveira, do Santos, e Guerrero, do Flamengo) – analisa o colunista de esportes do GLOBO Carlos Eduardo Mansur.

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– A presença de um 9 de mobilidade é resultado da excelência técnica de Gabriel Jesus, o melhor do país na posição

Um estilo não anula o outro, acredita Mansur.

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Porém, a preferência por jogadores como Gabriel Jesus se faz presente em todo o mercado do futebol. Tanto que o atacante já se transferiu para o Manchester City.

– Ainda haverá, em diversas situações de jogo, espaço para um jogador mais físico e finalizador, mas a tendência mundial do futebol é de um jogador que se mexa pelo ataque, seja capaz de trocar posições e abrir espaço para a penetração de outros jogadores, criando incertezas na marcação.

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E, principalmente, que seja o responsável pela primeira pressão no defensor, na saída de bola rival. Este último aspecto tem sido muito exigido dos atacantes europeus – acrescenta Mansur.

Paulo Vinícius Coelho, colunista da “Folha de S.Paulo” e comentarista da Rádio CBN, ressalta que esse estilo de camisa 9 não é novidade no futebol brasileiro.

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Ele cita dois grandes centroavantes do passado.

Fim da Cerimônia de Encerramento do #Brasileirão2016 . Estes foram os destaques da competição nesta temporada! pic.twitter.com/Q8tfZXAtAL

— CBF Futebol (@CBF_Futebol) 13 de dezembro de 2016

– O Gabriel Jesus é o símbolo de polivalência que essa posição precisa ter.

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Ele é um centroavante como foi Ronaldo e Romário, no início da carreira, quando jogava pela esquerda e em velocidade – resume PVC.

O comentarista aponta como outro traço da seleção escolhida a ausência de volantes característicos.

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Ele lembra que apenas em 2008 isso se repetiu, com Hernane e Ramires.

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– O xis da questão é que tem menos especialistas nessas posições.

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O Palmeiras jogou com Tchê Tchê e Moisés se revezando ali como primeiro e segundo volantes – diz PVC, que elogiou o nível técnico do campeonato.

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– Não foi extraordinário, mas um nível de competitividade grande. Só Gabriel Jesus apresentou nível estratosférico na primeira parte, Diego foi ótimo. Coletivamente, os times foram bons.

Apesar da alta competitividade, a seleção do campeonato não foi tão abrangente.

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Inclusive, o vice-campeão Santos não teve um jogador entre os 11. Apenas Vitor Bueno levou o troféu de revelação.

– Foi um tanto exagerado o número de escolhidos do Palmeiras, oito no total, já considerando o técnico Cuca.

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Até mesmo Cuca teve em Dorival Jr. concorrente de peso, com um trabalho que, mesmo sem o título, pareceu mais elaborado. E se diminui ótimas performances, como Diego Souza no Sport e Marinho no Vitória – diz Raphael Rezende, do Sportv.

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– Fora isso, a maioria tem carreira sem grande destaque, ou retornam ao Brasil depois de experiências sem grande sucesso no futebol europeu, casos de Geromel, Dudu, Diego e Robinho.

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Isso é sintomático. Nossos melhores atletas já estão no exterior e qualquer lobby para a convocação de mais jogadores que atuem no país parece cada vez mais descabido.

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