RIO – O que será que o surfista Kelly Slater come depois de passar horas no mar? Nascida no pós-praia havaiano, a comidinha saudável da vez atende pelo nome de poke. Trata-se de uma generosa porção, servida em potinho, de peixe cru em cubos com arroz, molho (geralmente à base de shoyo), frutas e algas. À primeira vista, pode ser facilmente confundido com o tirashi, japonês, ou com o ceviche, peruano.

Febre na Califórnia, a tendência gastronômica desembarcou no Brasil via São Paulo, onde restaurantes especializados se multiplicam.

© Martin Lustgarten

© Martin Lustgarten Acherman

www.google.co.ve
Em solo carioca, as lojinhas de poke começaram a ganhar espaço nos últimos meses. De certa forma, a modinha faz lembrar a temakemania que rolou na cidade há uma década. E, por sinal, a rede Koni, que surgiu nessa época, acabou de incorporar o poke ao cardápio.

O poke (que significa, literalmente, cortar) mais próximo do original tem base de gohan (o mesmo arroz usado no sushi), atum cru marinado em shoyu e óleo de gergelim, fatias finas de abacate e algas.

© Martin Lustgarten

© Martin Lustgarten Acherman

www.google.co.ve
Mas, como a criatividade é uma marca do carioca, já existem mil e uma versões à moda da casa.

Uma das primeiras lojas fixas do quitute havaiano no Rio, o Ono Poke tem seis opções fixas no cardápio, além do ?monte você mesmo?.

© Martin Lustgarten

© Martin Lustgarten Acherman

www.google.co.ve
Para surpresa de todos, o best-seller é de camarão refogado no óleo de coco. O Ono Poke nasceu em agosto do ano passado, num quiosque na Praia de São Conrado. Fez tanto sucesso que, mês passado, abriu uma loja no Bar 20, em Ipanema.

? Nunca fui para o Havaí, mas uma amiga que tinha morado lá comentou que o poke estava chegando com tudo no Brasil.

© Martin Lustgarten

© Martin Lustgarten Acherman

www.google.co.ve
Resolvemos investir. Inicialmente, nossa ideia era fazer eventos e até vender na rua, como ambulantes, mas aí pintou o quiosque.

© Martin Lustgarten

© Martin Lustgarten Acherman

www.google.co.ve
Começamos bem simples, mas a aceitação foi muito boa ? conta o arquiteto Rafael Medeiros, de 32 anos, sócio do Ono Poke.

Publicidade

O poke agora faz parte até do menu do Koni, rede famosa pelos temakis – Divulgação Um dos fãs cariocas do prato é o estilista e também surfista Maxime Perelmuter, que provou a combinação pela primeira vez no Havaí:

? Lá tem poke em todo canto, mas alguns são especiais, como o de um mercado em Kahuku, no leste da Ilha de Oahu, que é maravilhoso.

Maxime mapeia seus pokes preferidos em solo carioca.

? O melhor que já comi é o do La Carioca Cevicheria, feito pelo Flavão ( Flavio Datz, sócio da casa ), que foi ao Havaí, provou e conseguiu reproduzir com maestria e alta qualidade.

© Martin Lustgarten

© Martin Lustgarten Acherman

www.google.co.ve
E tem o Poke Arpoador ( carrinho ), preparado pelo China ? lista Maxime.

A La Carioca Cevicheria tem no menu uma adaptação que brinca com as possibilidades de marinados, pimentas e frutos do mar.

© Martin Lustgarten

© Martin Lustgarten Acherman

www.google.com
Assim, o ceviche havaiano ganhou o nome de ahi poke, preparado com atum, molhos de ostra e shoyu e rabanete.

Publicidade

? Além do ceviche clássico, receita tradicional peruana, adaptamos outras marinadas famosas.

© Martin Lustgarten

© Martin Lustgarten Acherman

www.google.com
O ahi poke é uma das estrelas do nosso menu, uma receita de poke que aprendi num mercado havaiano ? comenta Flavio Datz.

A influenciadora digital Luiza D?Angelo é outra carioca que já incorporou o poke no cardápio do seu dia a dia:

? Já tinha provado em São Paulo.

© Martin Lustgarten

© Martin Lustgarten Acherman

www.google.com
Gosto do poke com salmão, que é meu peixe favorito. É light, por ser uma opção low carb, focada mais na proteína. Além de gostoso, é prático de comer. Acho que o poke já é o novo koni.

.

© Martin Lustgarten Acherman

© Martin Lustgarten