10/03/2017 4:30 O FLA DO MARACANÃ Vocês notaram bem a diferença que o Maracanã faz para o futebol do Rio, para o futebol brasileiro, e que deveria fazer também para o futebol mundial? Neste último caso, do futebol mundial, seria necessário naturalmente que o país tivesse mantido o patamar alcançado no século passado. Mesmo assim, a história do Maracanã permanece intacta além das nossas fronteiras.

Vocês notaram bem a diferença que o Maracanã faz para o Flamengo? Como na vitória contra o San Lorenzo, da Argentina, logo na estreia do time na Copa Libertadores? No Maracanã, a torcida do Flamengo pôde brilhar, desde a entrada, com mais de 60 mil pessoas presentes. A torcida brilhou em todo o primeiro tempo, que terminou 0 a 0. No segundo tempo, o time brilhou junto com a torcida e fez quatro gols, estabelecendo o placar final. Uma exibição (no segundo tempo, claro) de um verdadeiro e grande Flamengo.

Por isso, por tudo isso, que não é pouco, chega a ser ridículo que um clube como o Flamengo passe um campeonato, uma competição, à procura de estádios para jogar no Rio e fora do Rio.

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Aquela torcida da noite de quarta-feira, aquela sim, é torcida de Maracanã ? exclusivamente de Maracanã.

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Espera-se que autoridades públicas e privadas compreendam isso. Não é tão difícil assim.

Mais difícil é compreender como o mesmo time pode fazer um primeiro tempo insosso como aquele do 0 a 0 e um segundo tempo tão vibrante como o do 4 a 0.

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Se fosse sempre este último, poderíamos apostar até num título da Libertadores. Para muita gente, teriam colaborado a favor do Flamengo os 78 dias que o San Lorenzo passara sem jogar, por causa da greve dos jogadores na Argentina.

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Pode ter colaborado, sim. Mas a verdade é que os jogadores do Flamengo se transformaram no segundo tempo, mérito também do técnico Zé Ricardo.

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Logo aos 3 minutos, Diego abriu o placar na cobrança de falta que as pessoas classificaram como ?uma falta à la Zico?.

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Tem sentido. Estreando a sua nova camisa, com o número 10, Diego prestou homenagem ao camisa 10 eterno do clube. E mostrou que merece a camisa, comandando o time em que brilharam também Réver, Trauco (com gol bonito, inclusive) William Arão, Éverton, Berrío e Gabriel, os dois últimos entrando em meio ao jogo, e Gabriel marcando (algo raro para ele), o gol final.

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Berrío deu mais movimentação ao time, e Rômulo, autor do terceiro gol, teve enfim uma atuação correta.

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Guerrero também podia ter brilhado se não tivesse desperdiçado um pênalti. Mas Guerrero é assim: uma hora é como o Fla do segundo tempo, outra hora é como o Fla do primeiro.

Resta saber com qual dos dois times o Flamengo prosseguirá na Libertadores.

Só mesmo o Barça

Melhor do que a torcida no Maracanã e o Flamengo no segundo tempo, só mesmo o jogo entre Barcelona e Paris Saint-Germain, na Liga dos Campeões.

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Quer dizer: o jogo, não. Melhor só o Barcelona, que venceu por 6 a 1. O Paris Saint-Germain, na verdade, foi vergonhoso.

Era inimaginável, para mim, que num mata-mata decisivo de dois jogos, o time que ganhasse o primeiro por 4 a 0 fosse eliminado no segundo.

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Inimaginável. Para mim só, não. Tenho certeza de que para a maioria absoluta de torcedores e críticos, pelo mundo afora. Por isso é que se diz que, no futebol, tudo pode acontecer. E pode mesmo. Como aconteceu quarta-feira, em Barcelona.

Foi por causa de uma combinação antagônica: grande atuação do Barcelona, decisivo, e uma atuação medrosa, covarde, do PSG.

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O comportamento em campo do Paris Saint-Germain ilustra sob medida uma frase do técnico Vanderlei Luxemburgo, que diz assim: ?O medo de perder tira a vontade de ganhar?.

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Goste-se ou não de Vanderlei Luxemburgo, admire-se ou não o treinador, sua frase é uma lição de futebol.

Foi por causa desse ?medo? que o PSG teve atuação tão passiva, tão conformada, tão subordinada ao adversário.

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Quanto ao Barcelona, depois também de uma vergonha (menor) no primeiro jogo, simplesmente soube aproveitar a desistência do Paris Saint-Germain de vencer e se classificar à próxima fase da Liga dos Campeões.

O Barcelona, por outro lado, mostrou obstinação, mesmo em situação tão inferior depois do primeiro jogo.

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E mostrou também a qualidade celebrada no mundo todo. Como dizem, o Barcelona tem Messi, Suárez e Neymar. Pergunto eu: só isso? Se é que se pode chamar isso de ?só?. Não. O Barcelona, não se esqueçam, tem Piqué, Mascherano e tem, no meio de campo, nada menos do que a dupla Busquets e Iniesta, este último um jogador cerebral em qualquer time, em qualquer país do mundo, em qualquer seleção.

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Só mesmo o Barça para virar um placar de 4 a 0.

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