WASHINGTON ? O presidente Donald Trump sofreu um revés em seu plano de substituir completamente o Obamacare ? programa de saúde implementado durante a gestão de seu antecessor na Casa Branca, Barack Obama. O projeto de lei que iniciaria o desmantelamento do programa já tinha como obstáculo a bancada democrata, mas esbarrou na resistência de parte dos congressistas republicanos, obrigando os líderes do partido na Câmara dos Representantes a adiarem a votação ? inicialmente marcada para a noite de quinta-feira ? a fim de evitar a derrota de um dos carros-chefes da campanha eleitoral de Trump no ano passado.

No início da tarde, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, anunciou que o projeto se encaminhava para uma votação ainda na quinta-feira, e o presidente da Comissão de Arrecadação, Kevin Brady, afirmou que a liberação da legislação havia progredido. No entanto, a falta de apoio entre os republicanos, fez com que líderes da bancada na Câmara adiassem a votação, numa tentativa de convencer seus correligionários e evitar uma derrota humilhante.

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Veja também Plano substituto do Obamacare pode deixar 14 milhões sem seguro-saúde ? Estamos nos reunindo com diversos nomes e ouvindo suas sugestões para melhorar o projeto ? afirmou Brady.

Embora tenha a maioria na Câmara, o Partido Republicano se viu diante de uma resistência interna maior que a esperada.

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Para aprovar o desmantelamento do Obamacare, a legenda não pode perder mais de 21 votos da legenda, e, à tarde, a rejeição ao projeto ultrapassava esse número.

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A contagem da rede MSNBC apontava 30 republicanos inclinados a votar pelo ?não?, enquanto no levantamento do jornal ?Washington Post? os descontentes chegavam a 37.

Na Casa Branca, Trump se reuniu com membros mais conservadores da bancada republicana, entre eles integrantes do Freedom Caucus ? ala mais à direita da legenda ? numa tentativa de fechar um acordo que garantisse a aprovação de sua iniciativa de reforma da saúde pública.

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Ao fim do encontro, congressistas afirmaram que precisavam de mais concessões antes que pudessem dar apoio ao projeto de lei.

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Trump também se encontrou com integrantes do chamado Grupo da Terça-Feira, reunião informal de republicanos mais moderados.

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Na quarta-feira, os congressistas Charlie Dent, Frank LoBiondo, Daniel Donovan e David Young, membros do grupo, anunciaram sua oposição ao projeto, obrigando líderes do partido a intensificarem sua pressão sobre os conservadores.

O plano dos republicanos da Câmara pretende eliminar os impostos criados pelo Obamacare, assim como as punições a cidadãos que recusarem coberturas de plano de saúde.

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No entanto, se alterarem o projeto para satisfazer os conservadores, Trump e o presidente da Câmara, Paul Ryan ? que já enfrentam a oposição absoluta dos democratas ? correm o risco de ganhar a rejeição em massa dos congressistas moderados, além de dificultar o trabalho de aprovação final da lei no Senado.

Cinco pontos para entender o que é o Obamacare O presidente dos EUA, Barack Obama Foto: Bob Andres / AP Expansão da saúde pública A “Lei de Proteção e Cuidado Acessível ao Paciente” (PPACA, na sigla sem inglês), conhecida como “Obamacare” e sancionada em março de 2010, tem objetivo de ampliar o acesso de cidadãos dos EUA à cobertura de saúde.

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A rigor, não há no país um sistema de saúde pública, mas sim planos privados. A ideia é diminuir as barreiras desses planos. Americano defende o Obamacare em protesto em Denver, Colorado, no último domingo Foto: Chris Schneider / AFP Cobertura obrigatória Com a lei, as seguradoras ficaram proibidas de recusar planos de saúde (ou cobrar taxas extras) a pessoas com histórico de doenças ou que não atendessem a determinados critérios prévios.

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Em 2016, o Obamacare beneficiava 20 milhões de pessoas, e a expectativa é de chegar a 50 milhões em 2019, salvo mudanças na lei.

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Documento de aplicação para cobertura de saúde no ‘Obamacare’: programa beneficiou 20 milhões em 2016 Foto: Jonathan Bachman / REUTERS Subsídios para planos de saúde O Obamacare aumentou a faixa econômica com acesso permitido ao “Medicaid”, programa de saúde gratuito para pessoas de baixa renda, atingindo mais 15 milhões de pessoas, segundo o governo.

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Além disso, pessoas com renda mensal até quatro vezes acima da linha de pobreza podem pedir subsídios federais para bancar os custos de planos de saúde.

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Funcionários instalam uma bandeira dos EUA na parte externa do Capitólio, em Washington Foto: Patrick Semansky / AP Seguro trabalhista Outra novidade trazida pelo Obamacare foi a obrigatoriedade de que empresas com mais de 50 funcionários ofereçam planos de saúde, ou paguem uma multa.

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Empresas menores podem solicitar benefícios fiscais em troca de oferecer assistência de saúde aos funcionários.

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Manifestação com cartaz em apoio ao Obamacare: ‘Não levem embora meu plano de saúde’ Foto: CHRIS SCHNEIDER / AFP Adesão mínima compulsória A partir de 2014, os cidadãos dos EUA — salvo pessoas de baixa renda que não conseguiram dar entrada no Medicaid — são obrigados a se cadastrar em planos de saúde, incluindo aqueles que não atendem aos critérios para receber subsídios federais.

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Quem não tiver cobertura mínima precisa pagar uma multa equivalente a 2,5% da renda anual..

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