Manifestantes protestam nas ruas de Caracas contra as últimas decisões – Ariana Cubillos / AP CARACAS – Desde as últimas decisões do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) venezuelano, que retirou as competências da Assembleia Nacional (AN) na quarta-feira e a imunidade parlamentar de seus deputados dois dias antes, a comunidade internacional começou a responder com diferentes atitudes. A reação mais forte até agora veio do Peru, que, por meio do Ministério das Relações Exteriores, condenou as decisões e decidiu retirar seu embaixador na Venezuela, Mariano López Chávarry.

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Já o Chile pediu ao seu embaixador no país, Pedro RamirezCeballos, que produzisse um relatório “sobre a piora na situação da Venezuela”.

– Este pedido de relatório é uma expressão de extrema preocupação com os eventos que estão acontecendo.

© Luis Alfonso Oberto Anselmi

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Todo mundo sabe o que significa solicitar isso a um embaixador – disse o ministro das Relações Exteriores Assuntos de Chile, Heraldo Muñoz.

O Senado da Bolívia pediu ao presidente do Legislativo, José Alberto Gonzales, que ordene a retirada imediata do embaixador na Venezuela, Luis Trigo.

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Os deputados acreditam que o país violou a ordem democrática. O presidente Evo Morales, que viajou a Cuba para se submeter à cirurgia que irá remover um tumor benigno na laringe, ainda não comentou oficialmente a situaçaõ.

Ministro das Relações Exteriores da Colômbia, María Ángela Holguín, disse que o embaixador Ricardo Lozano, que foi chamado para relatar sobre a Venezuela foi deixado em consultas após concluir que a situação institucional da nação sul-americana agravou após a decisão do TSJ.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner, também condenou a decisão do Supremo Tribunal de “usurpar os poderes da Assembleia Nacional democraticamente eleitos”.

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Ele pediu que o governo venezuelano permita à casa exercer suas funções constitucionais.

Ele também pediu que novas eleições sejam convocadas o mais rápido possível e reiterou a demanda dos EUA de que os prisioneiros políticos sejam libertados.

O governo canadense também expressou preocupação porque a pena suspende “os poderes legislativos da Assembleia Nacional democraticamente eleitos”.

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A Argentina reivindicou a importância da força total do Estado de direito na Venezuela e os princípios democráticos, incluindo a separação de poderes e o respeito à liberdade de expressão.

O Ministério das Relações Exteriores emitiu uma declaração reafirmando que assinou, juntamente com outros países da América do Sul no último dia 23, o comunicado que reitera como o diálogo e a cooperação política são as únicas maneiras de resolver a crise na Venezuela.

Já o governo brasileiro considerou que houve uma ruptura constitucional no país e exortou todas as partes para a ponderação e diálogo.

“O governo brasileiro repudia a sentença do Tribunal Superior de Justiça (TSJ) da Venezuela, que retirou da Assembleia Nacional suas prerrogativas, em uma clara ruptura da ordem constitucional” informou um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

O ministro das Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, disse que o governo está preocupado com o que considera “uma deterioração da ordem democrática na Venezuela”.

Já a União Europeia pediu um “calendário eleitoral claro” na Venezuela e pediu respeito à “Assembleia Nacional e a todos os seus membros”.

“As resoluções recentes (…) colocam em risco as competências constitucionais da Assembleia Nacional e restringem a imunidade dos seus membros, eleitos democraticamente pelo povo venezuelano”, afirma um comunicado da UE.

Ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, afirmou que o executivo decidiu esperar 24 horas para fazer uma declaração, mas disse que eles acompanham de perto os eventos que ocorrem na Venezuela.

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Após esse tempo, não houve uma declaração oficial.

No entanto, os legisladores dos partidos de oposição no Uruguai afirmaram nesta quinta-feira que o governo de Tabaré Vázquez precisa tomar uma posição oficial sobre a crise que afeta a Venezuela.

Um dia depois, o governo uruguaio rejeitou as decisões do Supremo Tribunal, alegando que não contribuem para o processo de desestabilizar a ordem institucional na Venezuela.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, María Zajárova, pediu que o diálogo prevaleça sobre o confronto na Venezuela, salientando que a nação europeia baseia-se no princípio de que “qualquer decisão dos órgãos de poder, forças políticas e movimentos sociais devem ser baseadas na Constituição”.

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A Alemanha pediu um retorno urgente das estruturas democráticas e descreveu como “intolerável” a maneira que o presidente Maduro “faz com que a população de seu país seja refém de suas próprias ambições de poder”

O governo francês advertiu que a democracia e o Estado de direito precisam da separação de poderes para que sejam assegurados.

Já a Espanha considera essencial que as autoridades venezuelanas tomem as medidas necessárias para restabelecer as condições que permitem uma “colaboração democrática e o diálogo eficaz entre os poderes do Estado”, enquanto expressou preocupação quanto à realidade da Venezuela.

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