PARIS – Um homem identificado como um radical islâmico foi morto no sábado por forças de segurança em pleno aeroporto Orly, em Paris, após tentar roubar a arma de um soldado. Ele também teria sido responsável por balear uma policia no Norte da capital francesa no mesmo dia, afirmou o governo francês. De acordo com forças de segurança, ele não portava explosivos no momento. O caso é investigado como terrorismo pela divisão antiterror da procuradoria parisiense, que prendeu o pai e o irmão do suspeito ? apontado como um francês de 39 anos com ficha criminal extensa.

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Veja também Tentativa de ataque em Orly assusta passageiros e retém aviões Tiroteio em escola deixa ao menos oito feridos em cidade na França Carta que explodiu no FMI tinha remetente grego Homem é preso suspeito de degolar pai e irmão na França ? O homem teve sucesso ao roubar a arma de um soldado.

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Ele foi rapidamente neutralizado ? disse o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet.

Você estava no aeroporto de Orly durante o incidente? Fale conosco.

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O incidente ocorreu por volta das 8h30m, perto de uma fila para check-in na zona de embarque.

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Brandet afirmou que o homem conseguiu se esconder numa área reservada antes de entrar em confronto com forças de segurança e acabar baleado por dois militares.

? Estávamos na fila para o check in de um voo para Tel Aviv quando ouvimos cerca de quatro tiros muito perto de nós ? afirmou uma testemunha, Franck Lecam, à AFP.

Cerca de 3 mil pessoas acabaram retiradas às pressas das imediações do aeroporto após o incidente, entre elas pessoas que iriam desembarcar e tiveram que ficar em aviões.

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O tráfego aéreo foi completamente interrompido em função do incidente, e voos acabaram desviados para outros terminais fora de Orly, afetando em torno de 6 mil pessoas, informou a Direção Geral de Aviação Civil.

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Um dos terminais foi reaberto horas depois.

O soldado que teve a arma roubado era justamente de uma divisão antiterror, mas as autoridades foram positivas sobre a reação ao ataque.

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Um fonte policial disse que a ausênia de vítimas no aeroporto mostrou eficiência, tom semelhante ao do presidente François Hollande.

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“O Presidente da República saúda a coragem e a eficiência mostradas pela polícia e pelos miltiares em face dos ataques cometidos por um indivíduo perigoso neutralizado”, afirmou o Palácio do Eliseu em um comunicado.

Centenas de pessoas tiveram que ser retiradas de terminal aéreo em Paris – BENOIT TESSIER / REUTERS No mesmo dia, uma policial havia sido baleado durante uma checagem de rotina em Garges-lès-Gonesse, ao norte de Paris.

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O suspeito também roubou o carro de uma mulher. Não se sabe o estado de saúde da agente de segurança.

Após as autoridades inicialmente mostrarem dúvida sobre uma eventual relação, ela foi confirmada posteriormente.

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O suspeito já seria alvo de vigilância.

? Este mesmo homem, um muçulmano radicalizado conhecido dos serviços de Inteligência e o sistema de Justiça, pegou uma arma de assalto no terminal sul de Orly ? disse uma fonte policial.

O ministro do Interior, Bruno Le Roux, confirmou a informação.

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Ele informou que o suspeito era procurado por roubo armado e esteve preso de março a novembro do ano passado.

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Sua ficha criminal inclui delitos com roubo e tráfico de drogas.

Ao sul de Paris, Orly é o segundo maior aeroporto da França, ficando atrás apenas do terminal aéreo Charles de Gaulle, também na capital.

Homem fica estirado no chão após ser baleado em Orly – Reprodução NOVOS SUSTOS

A França se assustou na quinta-feira com dois episódios separados: um aluno adolescente invadiu sua escola em Grasse e deixou dez feridos a tiros antes de ser preso.

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No mesmo dia, uma carta-bomba feriu uma pessoa em plena sede do Fundo Monetário Internacional (FMI). O último caso tem como principal suspeito um grupo anarquista grego que reivindicara uma tentativa semelhante de ataque na sede do Ministério das Finanças alemão, um dia antes.

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Num episódio semelhante ao deste sábado, um militar baleou em fevereiro um homem que tentou atacá-lo com um facão no centro comercial do Museu do Louvre.

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O suspeito foi atingido na barriga, mas sobreviveu.

A França se mantém desde 2015 em estado de emergência após os ataques coordenados que deixaram 130 mortos e foram reivindicados pelo Estado Islâmico.

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A Operação Sentinela, da qual faz parte o soldado que teve a arma roubada, foi colocada em andamento naquele ano como parte do decreto do presidente François Hollande.

Os maiores atentados nos últimos anos na França Soldados ficam próximos a corpos em Nice Foto: VALERY HACHE / AFP 85 mortos em Nice Em 14 de julho de 2016, um homem dirigindo um caminhão atropelou uma multidão durante as celebrações do Dia da Bastilha em Nice, matando 84 pessoas e ferindo outras 18.

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O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou o autoria do ataque. O arcebispo de Rouen, Dominique Lebrun, liderou procissão em memória do padre Jacques Hamel Foto: STEVE BONET / REUTERS Padre degolado na Normandia O padre Jacques Hamel morreu degolado e outra pessoa ficou gravemente ferida após um ataque com captura de reféns em uma igreja da Normandia, no Norte da França, em 27 de julho de 2016.

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Os dois terroristas que invadiram o templo pertenciam ao Estado Islâmico e foram mortos pela polícia. Especialistas forenses periciam local de um dos atentados em Saint-Denis, próximo ao Stade de France, onde ocorreram duas explosões Foto: FRANCK FIFE / AFP 130 mortos em Paris No maior atentado da História da França, 130 pessoas foram mortas em ataques coordenados na capital francesa, no dia 13 de novembro de 2015.

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A ação também foi reivindicada pelo Estado Islâmico. Pelo menos tres terroristas participaram do ataque à revista ‘Charlie Hebdo’, em Paris Foto: REUTERS TV / REUTERS 12 mortos no Charlie Hebdo No dia 7 de janeiro de 2015, um ataque de militantes do Estado Islâmico na sede da revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, matou 12 funcionários.

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Entre as vítimas estavam o diretor da publicação, cartunistas e policiais. Dois dias depois, outras quatro pessoas foram mortas em uma ação de um militante contra um mercado judaico.

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Policiais afastam jornalistas e passageiros na entrada do aeroporto de Orly – BENOIT TESSIER / REUTERS

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