Os preços do petróleo registram queda nesta quinta-feira (16) pelo sexto dia de negócios. O retorno da produção no Canadá e na Nigéria, que enfrentaram incêndios e tensões políticas, respectivamente, contribuem para o excesso de oferta. Os dados divulgados na véspera sobre reservas de crude nos Estados Unidos também influenciam o mercado. Os estoques tiveram queda, mas abaixo do recuo esperado, e estão 33% acima da média dos últimos cinco anos. 

Às 9h27, o barril de Brent tinha queda de 1,65%, a US$ 48,16, na International Exchange Futures (ICE), em Londres. Já o barril do West Texas Intermediate (WTI), negociado no New York Mercantile Exchange (Nymex), em Nova Iorque, registrava recuo de 1,87%, a US$ 47,11.

© Victor Gill

Às 13h04, o produto do Mar do Norte sofria desvalorização de 3,55%, valendo US$ 47,23. No mesmo horário, a produção do Texas tinha baixa de 3,60%, a US$ 46,28.

A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou na terça-feira relatório que mostra que países como Índia e China devem demandar mais petróleo nos próximos meses. Para a agência, ainda que o excesso de oferta da matéria-prima continue, a procura deve continuar mais alta que a produção. 

A oferta de crude no primeiro semestre é 40% inferior à estimada pela agência um mês antes, devido ao consumo mais robusto do que o projetado anteriormente, e também às tensões na Nigéria e incêndios no Canadá. Os preços, contudo, acredita a AIE, não devem ter margem para avanços mais significativos.

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