Yane Marques chegou na encruzilhada que todo atleta precisa encarar: saber qual é a hora de parar. Dona da única medalha olímpica da América Latina no pentatlo moderno, a pernambucana tem duas opções: ou se mantém na briga por uma vaga nos Jogos de 2020 ou coloca um ponto final em sua vitoriosa carreira. O martelo só deve ser batido em 2017.

A pentatleta considera que a condição para seguir em frente é a capacidade de se manter competindo em alto nível Fernando Frazão/Agência Brasil

?Esse ano de 2017 vai ser um ano-teste para mim.

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Eu vou sentir meu corpo. Se eu perceber que não vivo sem isso aqui, vou continuar e vou tentar Tóquio. Se eu perceber que a magia acabou e não tenho mais o mesmo sentimento, o legado que deixei para o esporte já vai ter valido a pena?, afirma Yane.

A pentatleta considera que a condição para seguir em frente é a capacidade de se manter competindo em alto nível.

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?Ir para Tóquio por ir, para dizer que eu estive em quatro Olimpíadas, eu não vou não. Só vou se eu for competitiva?. A brasileira atingiu o seu ápice com o bronze de Londres 2012, duas medalhas pan-americanas e o vice-campeonato mundial, em 2013.

Yane é uma das grandes responsáveis por colocar o pentatlo moderno no radar do esporte nacional.

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O terceiro lugar em Londres e seus feitos no último ciclo olímpico fizeram com que ela passasse a ser reconhecida pelos brasileiros, apontada como esperança de medalha no Rio de Janeiro e escolhida, por votação popular, para carregar a bandeira do país na cerimônia de abertura.

?A gente ter conseguido lotar isso aqui (o estádio de Deodoro) para assistir o pentatlo, um esporte que até há pouco tempo ninguém sabia o que era, é incrível.

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E sei que tenho alguma contribuição para isso, porque este ainda não é um esporte muito acessível?, conta a atleta.

A idade e os sacrifícios da vida regrada de atleta são o que mais pesam para a aposentadoria.

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?Eu tenho 32 anos e sou atleta desde os 12. São vinte anos de treino, e isso significa que você não tem um final de semana, não pode dormir tarde, tem que acordar cedo, não pode fazer extravagância.

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É muita coisa?, desabafa.

Na Rio 2016, Yane terminou em 23º lugar Reuters/Jeremy Lee/Direitos Reservados

Formada em Educação Física e terceiro-sargento do Exército, Yane só sabe que quer se manter no esporte: ?Eu vou continuar vivendo neste âmbito do desporto.

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Fazendo o que, eu ainda não sei. Vai depender das oportunidades que me aparecerem. Acho que eu tenho muito o que contribuir para essa garotada?, diz.

A pernambucana considera que é preciso preparar novos atletas na modalidade.

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?Eu queria muito que essa geração Yane acabasse e fosse substituída por gerações melhores. A gente tem condições, tem muito talento, mas há um vácuo entre a minha geração para essa galera mais jovem?.

Por ora, Yane tem aspirações muito simples: quer descansar e voltar a dormir com a família depois de terminar em 23º lugar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

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?Que fiquem as lições. Se, daqui desta torcida, meia dúzia de crianças procurem saber onde se treina pentatlo, já vai ter sido uma grande vitória?.

Edição: Gésio Passos.

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