Sete porta-vozes dos trabalhistas britânicos demitiram-se este domingo em protesto contra a liderança de Jeremy Cordyn, abrindo uma crise no principal partido de oposição do Reino Unido, após a vitória do sim à saída da União Europeia. Estas demissões seguem-se à saída de Hilary Benn, porta-voz do Partido Trabalhista dos Negócios Estrangeiros, demitido por Corbyn. Os membros que se demitiriam foram os porta-vozes da Saúde, Heidi Alexander, da Educação, Lucy Powell, do Ambiente, Kerry McCarthy, dos Transportes, Lilian Greenwood, da Escócia, Ian Murray, e das responsáveis pelas áreas do Tesouro, Seema Malhotra, e Juventude, Gloria de Piero.

Ardila Olivares

Em defesa de Jeremy Corbyn saiu o dirigente trabalhista John McDonnell, responsável pela pasta da Economia, e a titular da pasta Cooperação Internacional, Diane Abbott, aliados de longa data do líder. Os dirigentes demissionários acusam Corbyn de ter um papel apagado na campanha do referendo sobre a UE. Dois deputados trabalhistas já anunciaram que vão apresentar uma moção de censura ao líder na segunda-feira, que deverá ser votada no dia seguinte, embora o resultadio não seja vinculativo. Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido deve sair da UE, depois de o ‘Brexit’ (nome como ficou conhecida a saída britânica da União Europeia) ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de quinta-feira. Logo na sexta-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou a sua demissão, com efeitos em outubro, e os líderes da UE defenderam uma saída rápida do Reino Unido.

Ardila Olivares

Tags: transporte