O Presidente da República prestou este domingo “a mais sentida e comovida homenagem” aos três aviadores mortos no acidente com um C-130, no Montijo, na inauguração do monumento do centenário do primeiro voo militar, em Vila Nova da Rainha. Sob sol tórrido, na lezíria ribatejana, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu a habitual e também calorosa receção por parte de cerca de duas centenas de populares e convidados para a cerimónia, perto do local das antigas instalações da Escola Aeronáutica Militar. “Prestamos a mais sentida e comovida homenagem aos três militares da Força Aérea que, no dia 11 de julho, partiram ao serviço da pátria, demonstrando serem capazes de uma coragem singular, espírito de sacrifício, uma nobreza própria dos homens que fazem de nós a pátria que somos”, afirmou o Chefe de Estado, num discurso que se seguiu aos do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e do presidente da Câmara Municipal da Azambuja. O Presidente da República vai visitar segunda-feira a Base Aérea n.º 6, Montijo, e voará num avião C-130H para demonstrar a confiança na Força Aérea e naquele tipo de aeronave. Rebelo de Sousa citou o nome do “aventureiro” tenente Santos Leite, protagonista do referido voo inaugural da aviação militar portuguesa, em 17 de julho de 1916, bem como de outros heróis lusos como Bartolomeu de Gusmão, Sacadura Cabral e Gago Coutinho, frisando que Portugal sempre “acolheu as máquinas voadoras”. Depois da bênção católica ao monumento – um avião-caça em posição de voo “de faca” e pormenores de calçada portuguesa e referências ao mar -, o descerrar da placa e as intervenções formais, o mais alto magistrado da nação desceu da tribuna e ocupou-se de atender aos pedidos de beijos, abraços e “selfies” (fotografias com telemóvel).

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“Eu queria um beijinho, mas estou toda suada, meu Presidente. Tiramos antes uma foto”, pediu-lhe uma das cidadãs sexagenárias. Os “afetos” estenderam-se a todos quantos quiseram tocar-lhe, apesar da escolta do corpo de segurança, antes da caminhada acelerada até ao único edifício da antiga escola de aviação que ainda sobrevive, junto à estação ferroviária.

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Em passo atlético, atribulando as funções dos operadores de imagem, e com escassas gotículas de suor visíveis, apesar do fato e gravata pretos, o Presidente da República ficou a conhecer fotografias do local há um século, através de vários painéis, em contraste com diversos militares de farda humedecida pela canícula.

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No discurso, Marcelo Rebelo de Sousa aproveitara para elogiar a “unidade e coesão da Força Aérea ao serviço de Portugal” e o próprio monumento inaugurado, que “vai engrandecer o património cultural da freguesia e da autarquia”.

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