Além do verde e branco dos seus uniformes, Atlético Nacional e Chapecoense compartilham para sempre o mesmo tom de união que rompe fronteiras. No Japão para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, o time colombiano representa em corpo e alma os irmãos sul-americanos mortos há 15 dias na queda do avião da Lamia, em Medellín. Hoje, o Atlético Nacional joga contra o Kashima Antlers, às 8h30m (de Brasília), em Osaka, na semifinal.

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Sportv e Fox Sports transmitem.

? Nós queremos homenagear as vítimas e suas famílias, vencendo a competição e levando o troféu para casa ? disse o zagueiro colombiano Felipe Aguilar.

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Veja também Vídeo: O emocionante reencontro de Rafael Henzel com o filho Avião com Henzel e Alan Ruschel chega a Chapecó Follmann passa bem após cirurgia em São Paulo Neto, da Chapecoense, sai da UTI e pode ser transferido ao Brasil ainda esta semana ? Desde a tragédia, consideramos que cada gesto nosso é uma oportunidade de prestar uma homenagem a Chape.

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Faremos também no Mundial ? completou o atacante Barrio.

Para isso, além de derrotar o Kashima, o Atlético Nacional terá de superar o vencedor do confronto entre Real Madrid e América do México, que jogarão amanhã, em Yokohama.

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Por mais que um gigante possa estar em seu caminho, a torcida hoje será quase toda pelos colombianos, que deram uma lição de solidariedade ao mundo na tragédia que matou 19 jogadores da Chape, comissão técnica, dirigentes, tripulantes e jornalistas e ainda está presente no cotidiano do clube colombiano.

Também no tom de reverência, o presidente do clube, Juan Carlos de la Cuesta, e o gerente de futebol, Vitor Hugo Marulanda, acreditam que, após a tragédia, a responsabilidade do clube na competição mundial passou a ser maior:

? Sabemos que agora representaremos toda América do Sul neste torneio ? disse o presidente.

? Hoje, há um reconhecimento maior dos torcedores pelas homenagens que fizemos.

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Teremos muito mais gente que torcerá e que respeitará o nacional. Uma equipe de futebol tem que ter como pilar fundamental a parte social e humana ? afirmou Marulanda.

O meia Jhon Mosquera lembrou não ser possível desassociar a tragédia da vontade de vencer em campo.

? Toda vez que jogamos e ganhamos, é uma homenagem à equipe.

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Acho que toda a comunidade mundial de futebol foi afetada por essa tragédia e todo mundo vai se lembrar deles para sempre ? declarou Mosquera.

cenário diferente dos anos 1990

Para o presidente do Nacional, a chegada do clube ao Mundial ocorre num cenário diferente de 1989, quando o time foi vice do Milan em jogo único, como era a fórmula de disputa da competição.

? O clube passou por um processo de profissionalização.

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Hoje, não trabalhamos como um clube, mas como uma empresa, com objetivos estratégicos. Há muito trabalho para captação e aperfeiçoamento de talentos de muito bons jogadores jovens nas categorias de base ? disse o presidente, sem mencionar os laços que a equipe manteve na década de 1990 com o traficante Pablo Escobar.

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A relação com Escobar foi muito próxima, e o traficante era acusado de usar o clube como fachada para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

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Até a final da Copa Libertadores de 1989 foi motivo de polêmica. Houve denúncias de que Escobar teria comprado o juiz. No ano seguinte, um jogo entre Nacional e Vasco, pelas quartas de final da Libertadores, chegou a ser cancelado por causa de denúncias de que Escobar teria ameaçado o juiz.

Em Osaka, centenas de torcedores do Atlético Nacional tomaram as ruas do Canal de Dotombori e levaram para o Japão um pouco da festa que costumam fazer em Medellín.

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Após ganhar a simpatia do mundo, estão a dois passos de poderem comemorar um título inédito. Seria mais uma bela homenagem.

* Com agências internacionais

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